terça-feira, 13 de maio de 2014

TEXTOS _INDUSTRIALIZACAO_2 ANOS 2014



NOÇÕES FUNDAMENTAIS COMPLEMENTARES AO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO
TIPOS DE INDUSTRIAS



CLASSIFICAÇÃO DAS INDUSTRIAS SEGUNDO O BEM PRODUZIDO
  A atividade industrial consiste no processo de produção que visa transformar matérias-primas em mercadoria através do trabalho humano e, de forma cada vez mais comum, utilizando-se de máquinas. Essa atividade é classificada conforme seu foco de atuação, sendo ramificada em três grandes conjuntos: indústrias de bens de produção, indústrias de bens intermediários e indústrias de bens de consumo.
Indústrias de bens de produção: também chamadas de indústrias de base ou pesadas, são responsáveis pela transformação de matérias-primas brutas em matérias-primas processadas, sendo a base para outros ramos industriais. As indústrias de bens de produção são divididas em duas vertentes: as extrativas e as de bens de capital.
Indústrias extrativas – são as que extraem matéria-prima da natureza (vegetal, animal ou mineral) sem que ocorra alteração significativa nas suas propriedades elementares. Exemplos: indústria madeireira, produção mineral, extração de petróleo e carvão mineral.

Indústrias de equipamentos – são responsáveis pela transformação de bens naturais ou semimanufaturados para a estruturação das indústrias de bens intermediários e de bens de consumo. Exemplos: siderurgia, petroquímica, etc. 


Indústrias de bens intermediários: caracterizam-se pelo fornecimento de produtos beneficiados. Elas produzem máquinas e equipamentos que serão utilizados nos diversos segmentos das indústrias de bens de consumo. Exemplos: mecânica (máquinas industriais, tratores, motores automotivos, etc.); autopeças (rodas, pneus, etc..
Indústrias de bens de consumo: têm sua produção direcionada diretamente para o mercado consumidor, ou seja, para a população em geral. Também ocorre a divisão desse tipo de indústria conforme sua atuação no mercado, elas são ramificadas em indústrias de bens duráveis e de bens não duráveis.

Indústrias de bens duráveis – são as que fabricam mercadorias não perecíveis. São exemplos desse tipo de indústria: automobilística, móveis comerciais, material elétrico, eletroeletrônicos, etc.
Indústrias de bens não duráveis – produzem mercadorias de primeira necessidade e de consumo generalizado, ou seja, produtos perecíveis. Exemplos: indústria alimentícia, têxtil, de vestuário, remédios, cosméticos, etc.
CLASSIFICAÇÃO DA INDÚSTRIA QUANTO  A TECNOLOGIA EMPREGADA
INDÚSTRIAS DINÂMICAS: São aquelas da 3ª Revolução Industrial (Química, Informática, Espacial etc.)
INDÚSTRIAS TRADICIONAIS: Utilizam muita mão-de-obra e métodos ainda da  Primeira  e Segunda Revolução Industrial (Alimentos, têxteis etc).

TECNOLOGIAS DE PROCESSO (FORMAS DE PRODUZIR)
TAYLORISMO/FORDISMO
  No início do século XX duas formas de organização de produção industrial provocaram mudanças significativas no ambiente fabril: o taylorismo e o fordismo. Esses dois sistemas visavam à racionalização extrema da produção e, consequentemente, à maximização da produção e do lucro.
TAYLORISMO/FORDISMO
  Frederick Winslow Taylor (1856 – 1915), engenheiro mecânico, desenvolveu um conjunto de métodos para a produção industrial que ficou conhecido como taylorismo. De acordo com Taylor, o funcionário deveria apenas exercer sua função/tarefa em um menor tempo possível durante o processo produtivo, não havendo necessidade de conhecimento da forma como se chegava ao resultado final.

Sendo assim, o taylorismo aperfeiçoou o processo de divisão técnica do trabalho, sendo que o conhecimento do processo produtivo era de responsabilidade única do gerente, que também fiscalizava o tempo destinado a cada etapa da produção. Outra característica foi a padronização e a realização de atividades simples e repetitivas.   Henry Ford (1863 – 1947), por sua vez, desenvolveu o sistema de organização do trabalho industrial denominado fordismo. A principal característica do fordismo foi a introdução das linhas de montagem, na qual cada operário ficava em um determinado local realizando uma tarefa específica, enquanto o automóvel (produto fabricado) se deslocava pelo interior da fábrica em uma espécie de esteira. Com isso, as máquinas ditavam o ritmo do trabalho.
O funcionário da fábrica se especializava em apenas uma etapa do processo produtivo e repetia a mesma atividade durante toda a jornada de trabalho, fato que provocava uma alienação física e psicológica nos operários, que não tinham noção do processo produtivo do automóvel. Essa racionalização da produção proporcionou a popularização do automóvel de tal forma que os próprios operários puderam adquirir seus veículos. Tanto o taylorismo quanto o fordismo tinham como objetivos a ampliação da produção em um menor espaço de tempo e dos lucros dos detentores dos meios de produção através da exploração da força de trabalho dos operários. O sucesso desses dois modelos fez com que várias empresas adotassem as técnicas desenvolvidas por Taylor e Ford, sendo utilizadas até os dias atuais por algumas indústrias.

TECNOLOGIAS DE PROCESSO (FORMAS DE PRODUZIR)

TOYOTISMO (PRODUÇÃO FLEXIVEL)
É o modelo japonês de produção, criado pelo japonês Taiichi Ohno e implantado nas fábricas de automóveis Toyota, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Nessa época, o novo modelo era ideal para o cenário japonês, ou seja, um mercado menor, bem diferente dos mercados americano e europeu, que utilizavam os modelos de produção Fordista e Taylorismo.
  Na década de 70, em meio a uma crise de capital, o modelo Toyotista espalhou-se pelo mundo. A idéia principal era produzir somente o necessário, reduzindo os estoques (flexibilização da produção), produzindo em pequenos lotes, com a máxima qualidade, trocando a padronização pela diversificação e produtividade. As relações de trabalho também foram modificadas, pois agora o trabalhador deveria ser mais qualificado, participativo e polivalente, ou seja, deveria estar apto a trabalhar em mais de uma função.

  Os desperdícios detectados nas fábricas montadoras foram classificados em sete tipos: produção antes do tempo necessário, produção maior do que o necessário, movimento humano (por isso o trabalho passou a ser feito em grupos), espera, transporte, estoque e operações desnecessárias no processo de manufatura.

As principais características do modelo toyotista são:
- Flexibilização da produção – produzir apenas o necessário, reduzindo os estoques ao mínimo.
- Automatização – utilizando máquinas que desligavam automaticamente caso ocorresse qualquer problema, um funcionário poderia manusear várias máquinas ao mesmo tempo, diminuindo os gastos com pessoal.
- Just in time (na hora certa) – sem espaço para armazenar matéria-prima e mesmo a produção, criou-se um sistema para detectar a demanda e produzir os bens, que só são produzidos após a venda.
- Kanban (etiqueta ou cartão) – método para programar a produção, de modo que o just em time se efetive.
- Team work ( trabalho em equipe) – os trabalhadores passaram a trabalhar em grupos, orientados por uma líder. O objetivo é de ganhar tempo, ou eliminar os “tempos mortos”.

- Controle de qualidade total – todos os trabalhadores, em todas as etapas da produção são responsáveis pela qualidade do produto e a mercadoria só é liberada para o mercado após uma inspeção minuciosa de qualidade. A idéia de qualidade total também atinge diretamente os trabalhadores, que devem ser “qualificados” para serem contratados. Dessa lógica nasceram os certificados de qualidade, ou ISO.

NOÇÕES FUNDAMENTAIS COMPLEMENTARES AO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO
TIPOS DE INDUSTRIAS
-as indústrias leves (consumo) contam com maior número de opções, quanto à escolha do local para sua instalação.
- como dependem de infra-estrutura, as indústrias pesadas devem estar próximas a portos marítimos e ou materias-primas.
- A classificação anterior, de acordo com a natureza dos bens produzidos, é a mais utilizada. Mais existe outras formas de se classificar as indústrias. Vejamos:
Segundo a função:
 Indústrias germinativas: elas geram o aparecimento de outras indústrias, como a petroquimica.
 Indústrias de ponta: são as indústrias dinâmicas, que comandam a produção industrial. Ex. automobilística.
-Segundo a tecnologia:
Indústrias tradicionais: são empresas que ainda estão ligadas com a primeira revolução industrial. Geralmente são empresas familiares, e existem algumas dessas ainda no Brasil.

 Indústrias dinâmicas: usam muita tecnologia e capital, e pouca força de trabalho. Está ligada com o desenvolvimento mais recente da química e eletrônica. Operam em economia de escala. 
HISTORICO DA EVOLUÇÃO INDUSTRIAS EM RELAÇÃO AO FATORES DE LOCALIZAÇÃO
Durante a Primeira Revolução Industrial, ou seja, do final do século XVIII até meados
do século XIX, as jazidas de carvão mineral eram um dos fatores mais importantes para a  instalação de fábricas. Por isso, houve grande industrialização em torno das principais bacias  carboníferas britânicas (
Yorkshire, Lancashire, Midlands e Northumberland), alemãs (vale do  Ruhr, para citar os exemplos mais relevantes.

Com a Segunda Revolução Industrial, na Segunda metade  do século XIX, surgiram outras fontes de energia, como o petróleo e a eletricidade, e o carvão foi perdendo importância na definição da localização das fábricas. O fato de essas duas novas fontes energéticas serem mais facilmente transportadas possibilitou o surgimento de outras zonas industriais. Além disso, houve maior dispersão na distribuição geográfica das fábricas. É interessante lembrar que o petróleo além de ser uma fonte de energia é matéria prima para vários tipos de indústrias. Evidentemente, a proximidade de várias outras matérias-primas, como minérios,  florestas, água, etc., também pesa na localização das indústrias. Muitas siderúrgicas, como as do Quadrilátero Ferrífero (Minas Gerais), nasceram próximo a jazidas de minério de ferro. As indústrias madereiras e de papel e celulose são bastante desenvolvidas no Canadá, em função
da presença de uma grande floresta de coníferas. Outro
fator determinante para a localização das indústrias é a existência de uma rede de transportes que possibilite o escoamento das mercadorias produzidas e o recebimento das matérias-primas. É por isso que muitos centros industriais importantes surgiram próximo a portos marítimos ou fluviais ou ainda em entroncamentos rodoviários ou ferroviários. Outros fatores fundamentais são a disponibilidade de mão-de-obra

-          as indústrias leves (consumo) contam com maior número de opções, quanto à escolha do local para sua instalação.
-           como dependem de infra-estrutura, as indústrias pesadas devem estar próximas a portos marítimos e ou materias-primas.
-           A classificação anterior, de acordo com a natureza dos bens produzidos, é a mais utilizada. Mais existe outras formas de se classificar as indústrias. Vejamos:
Segundo a função:
 Indústrias germinativas: elas geram o aparecimento de outras indústrias, como a petroquimica.
 Indústrias de ponta: são as indústrias dinâmicas, que comandam a produção industrial. Ex. automobilística.
-          Segundo a tecnologia:
Indústrias tradicionais: são empresas que ainda estão ligadas com a primeira revolução industrial. Geralmente são empresas familiares, e existem algumas dessas ainda no Brasil.
 Indústrias dinâmicas: usam muita tecnologia e capital, e pouca força de trabalho. Está ligada com o desenvolvimento mais recente da química e eletrônica. Operam em economia de escala.
HISTORICO DA EVOLUÇÃO INDUSTRIAS EM RELAÇÃO AO FATORES DE LOCALIZAÇÃO
Durante a Primeira Revolução Industrial, ou seja, do final do século XVIII até meados
do século XIX, as jazidas de carvão mineral eram um dos fatores mais importantes para a  instalação de fábricas. Por isso, houve grande industrialização em torno das principais bacias  carboníferas britânicas (Yorkshire, Lancashire, Midlands e Northumberland), alemãs (vale do  Ruhr, para citar os exemplos mais relevantes.
Com a Segunda Revolução Industrial, na Segunda metade  do século XIX, surgiram outras fontes de energia, como o petróleo e a eletricidade, e o carvão foi perdendo importância na definição da localização das fábricas. O fato de essas duas novas fontes energéticas serem mais facilmente transportadas possibilitou o surgimento de outras zonas industriais. Além disso, houve maior dispersão na distribuição geográfica das fábricas. É interessante lembrar que o petróleo além de ser uma fonte de energia é matéria prima para vários tipos de indústrias. Evidentemente, a proximidade de várias outras matérias-primas, como minérios,  florestas, água, etc., também pesa na localização das indústrias. Muitas siderúrgicas, como as do Quadrilátero Ferrífero (Minas Gerais), nasceram próximo a jazidas de minério de ferro. As indústrias madereiras e de papel e celulose são bastante desenvolvidas no Canadá, em função
da presença de uma grande floresta de coníferas. Outro fator determinante para a localização das indústrias é a existência de uma rede de transportes que possibilite o escoamento das mercadorias produzidas e o recebimento das matérias-primas. É por isso que muitos centros industriais importantes surgiram próximo a portos marítimos ou fluviais ou ainda em entroncamentos rodoviários ou ferroviários. Outros fatores fundamentais são a disponibilidade de mão-de-obra e a de mercado consumidor. É por essas razões que, historicamente, o fenômeno industrial esteve intimamente ligado às concentrações urbanas, particularmente às grandes cidades, como Londres, Paris,
Nova Iorque, Tóquio, Milão, Moscou, Los Angeles, Colômbia, Chicago, Toronto, São Paulo,  Cidade do México, Seul, etc. Como várias dessas cidades são entroncamento de rodovias, ferrovias, hidrovias e aerovias e abrigam as sedes de muitos bancos e escritórios de empresas,  tornam-se ainda mais atraentes para a instalação de indústrias.
A tecnologia e as novas localizações industriais:
As localizações geográficas das indústrias geraram até alguns anos atrás as chamadas economias de aglomeração. Hoje após o ponto crítico deste fenômeno e com o desenvolvimento tecnológico muito mais acentuado, as indústrias estão fugindo para os interiores e com isso criando uma nova realidade: as DESECONOMIAS de aglomeração.
Isso acontece pelos seguintes fatores:
1.      Na região fabril os sindicatos triunfaram
2.      O preço das terras se elevou
3.      O custo dos impostos é mais alto
4.      O trânsito se torna cada dia pior 
Este processo de descentralização industrial em escala mundial acabou por beneficiar alguns países da periferia do capitalismo, provocando uma mudança da divisão internacional do trabalho com o surgimentos dos países emergentes.
Dessa forma na nova  revolução técno-científica, tem  como um dos setores de tecnologia de  ponta a   biotecnologia
Relativamente às características particulares que vêm sendo assumidas pela geografia da indústria no mundo contemporâneo(Terceira Revolução Industrial)  afirma-se:
- Dentre tais características destaca-se a informatização em grande escala, relacionada ao armazenamento e transmissão de informações e busca constante de novas fontes de energia.
- A produção de novos materiais, como a cerâmica técnica combinada ao fabrico de circuitos integrados e semicondutores, constitui-se uma destas características. Outras características que se pode observar é a articulação entre a pesquisa e a tecnologia, ampliando os campos de aplicação dos conhecimentos da moderna biotecnologia e da microeletrônica.
-          A segmentação da produção (Fabrica global) de bens e serviços em redes mundializadas, tendo como suporte os meios técnico-informacionais, constitui uma das principais características, selecionando paises ou regiões com  maiores vantagens  para se instalarem
-           O que se afirma quando falamos hipertrofia do setor terciário  Nos países desenvolvidos, em função do desenvolvimento econômico, aos poucos a população economicamente ativa foi se transferindo do setor primário para o secundário e, mais recentemente, do secundário para o terciário, que atualmente concentra a maior parte da população economicamente ativa desses países. Isto acontece porque, com a modernização da agricultura e a robotização/automação das indústrias, esses setores liberaram mão de obra. Por outro lado, o setor terciário, com atividades relacionadas com o comércio e a prestação de serviços, é composto de profissionais altamente qualificados. No caso dos países subdesenvolvidos, o processo foi bem diferente. Com a industrialização tardia e a modernização do campo, os trabalhadores perderam seu
trabalho no campo e os pequenos agricultores perderam suas terras, sendo obrigados a migrar para os centros urbanos, onde, sem qualificação, viram-se forçados a aceitar empregos no setor terciário, semiqualificados ou sem qualificação. Isto fez com que o setor terciário desses países crescesse muito, mas sem a qualificação profissional encontrada neste setor nos países desenvolvidos. Por isso, utiliza-se a expressão "hipertrofia" para caracterizá-los.
-  A partir da década de 1970, o modelo de desenvolvimento capitalista passa por grandes transformações. , onde destacam-se:
  competição internacional gera megafusões entre empresas.
  As relações com os países periféricos são espacialmente seletivas.
  As relações de trabalho são cada vez mais diversificadas e individualizadas.
  As empresas não  se caracterizam por uma maior rigidez de gerenciamento, ao contrário são mais flexiveis.
  O trabalho é consideravelmente enfraquecido na sua relação com o capital.
-           Ainda sobre o avanço  e  modelo industrial centrado nas indústrias petroquímicas e automobilísticas, que predominou durante quase todo o século XX, vem perdendo terreno para novos setores, como o da informática, da robótica, da biotecnologia e de outros, caracterizando a passagem da Segunda para a Terceira Revolução Industrial. Destacando-se alguns aspectos básicos dessa transição:
   A liderança norte-americana foi quebrada: Europa Ocidental e Japão disputa a hegemonia mundial em condições de igualdade com os Estados Unidos.
   O mundo está cada vez mais integrado com o avanço técnico-científico-informacional, mas crescem também as desigualdades socioeconômicas internacionais
  A mão-de-obra qualificada, com elevado nível de escolaridade, passa a ser mais importante do que os recursos naturais, a extensão do território ou o número de habitantes.
  O surgimento de progressivas mudanças nos métodos de produção e de trabalho, no consumo e nas relações entre as empresas e os consumidores torna as atividades mais criativas, nesse sentido o que não contribui para esse  avanço é o fato de que a formação profissional em cursos técnicos de nível médio continua a ser essencial para os novos profissionais, tendo em vista o avanço e a maior utilização da ciência e da tecnologia.
DIFERENÇAS ENTRE OS PAISES NO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO
- Um fato que não é veridico é que nos países do Terceiro Mundo, a industrialização começou com a implantação de indústrias de base e só receberam as indústrias de bens de consumo quando aquelas já estavam muito bem equipadas, na verdade esses paises já ingressaram na Segunda Revolução Industrial e principalmente com as industrias de bens de consumo ( em 1919, no Brasil  as industrias de velas, tecidos, bebidas, fumo eram responsaveis por 705 da produção industrial)
-  Os países que fizeram sua revolução industrial no século XIX normalmente apresentaram um desenvolvimento equilibrado entre as indústrias de base e as de consumo.
- Os países, hoje subdesenvolvidos e industrializados, fizeram sua revolução industrial na fase do capitalismo monopolista, quando os países capitalistas se expandiram em busca de investimento de capitais.
- As indústrias dos países centrais representaram um constante acúmulo de capitais e de conhecimentos tecnológicos.
-          As indústrias dos países periféricos são, em grande parte, resultado da expansão da economia dos países centrais.
-          Países Industrializados Subdesenvolvidos
-           As indústrias se concentravam em países como Japão, Estados Unidos, Canadá e principalmente, nas nações europeias, em especial Reino Unido, Alemanha, Itália, Bélgica e França. Mas, a partir de 1950, o processo de industrialização ocorreu em diversos países do mundo. Esses países são conhecidos por diferente classificação: Países Subdesenvolvidos, Novos Países Industrializados ou Economias Emergentes. Esses países subdesenvolvidos são dependentes de tecnologia dos Países Desenvolvidos.
-           CARACTERÍSTICAS DE PAÍSES DESENVOLVIDO E SUBDESENVOLVIDOS
-           Algumas das características dos Países Desenvolvidos são: Apresentam estrutura industrial completa, produzem todos os tipos de bens; Desenvolvimento científico e tecnológico elevado, Modernos e eficientes meios de transporte e comunicação; Pequeno número de analfabetos; Boas condições de alimentação, habitação e saneamento básico.  A sociedades dos países desenvolvidos são altamente consumista devido ao poder aquisitivo elevado da sociedade e a grande quantidade de produtos com tecnologia avançada, que são lançados a cada ano no mercado. Se todas as nações do mundo tivessem esse mesmo hábito de consumo desnecessário o mundo entraria em colapso, pois, não haveria matéria-prima suficiente para abastecer todos os mercados. Graças ao engajamento consciente de todos os cidadãos na formação do Estado Democrático os governos passaram a cobrar mais impostos das classes sociais mais favorecidas em prol da sociedade. Esses impostos cobrados são direcionados à construção de escolas, habitações, estradas, hospitais, programas de saúde, aposentadorias mais justas, etc.
-          Algumas das características dos Países Subdesenvolvidos são: Dependência econômica, política e cultural em relação às nações desenvolvidas; Deficiência tecnológica e baixo nível de conhecimento científico; Baixa produtividade na agricultura que geralmente emprega numerosa mão-de-obra; Cidades com crescimento muito rápido e cercado por bairros pobres e miseráveis; Baixo nível de vida da maioria da população; Crescimento populacional elevado; Normalmente, todos os países subdesenvolvidos possuem grandes dívidas com bancos internacionais; Geralmente, os países subdesenvolvidos exportam para as nações ricas produtos primários (não industrializados),tais como café, cacau, soja, algodão, manganês etc.  Brasil, México e Argentina são países subdesenvolvidos, mas fortemente industrializados. Na verdade a industrialização existente nesses países é sustentada por países desenvolvidos, que os utilizam para expandir seus parques industriais e garantir lucros vultosos




1 anos_ASPECTOS HUMANOS DO BRASIL 2014

A composição étnica do povo brasileiro                                                                          O povo brasileiro é caracterizado pela miscigenação, ou seja, pela mistura entre grupos étnicos. A diversidade étnica da população brasileira é resultado de pelo menos 500 anos de história, em que aconteceu a mistura de basicamente três grupos, são eles: os índios (povos nativos), brancos (sobretudo portugueses) e os negros (escravos).
A partir da mistura das raças citadas, formou-se um povo composto por brancos, negros, indígenas, pardos, mulatos, caboclos e cafuzos. Desse modo, esses são grupos identificados na população do país.                                                              ) branco: No Brasil, o percentual de pessoas consideradas brancas é de aproximadamente 54%, há uma concentração maior desse grupo étnico na região Sul (83%), seguida pelo Sudeste (64%). Os brancos, em sua maioria, são descendentes de imigrantes europeus que vieram para o Brasil, como os portugueses no século XVI e mais tarde, por volta do século XIX, italianos, alemães, eslavos, espanhóis, holandeses, entre outras nacionalidades de menor expressão.
 Negro: Os negros ou afro-descendentes têm sua origem a partir dos escravos que vieram para o Brasil entre os séculos XVI e XIX, fato que caracterizou como uma migração involuntária, tendo em vista que os mesmos não vieram por livre e espontânea vontade, mas forçados. No decorrer dos séculos citados, o país recebeu cerca de 4 milhões de africanos. Hoje, esse grupo étnico se concentra em maior número na região Nordeste e Sudeste, áreas onde se encontravam as principais fazendas de cana-de-açúcar e café.
 índio; Grupo étnico autóctones. Povos que habitavam o país antes da chegada dos colonizadores europeus, nesse período a população era estimada em aproximadamente 5 milhões de pessoas. Após séculos de intensa exploração, os índios praticamente foram dizimados. Atualmente, os índios se concentram quase que restritamente na região Norte, com cerca de 170 mil; e no Centro-Oeste, com aproximadamente 100 mil. Existem outros 80 mil dispersos ao longo de outras regiões brasileiras.                                                                                                                                                       pardo: Esse grupo é também chamado de mestiço, em virtude da mistura entre brancos, negros e indígenas. Os mesmos produzem três variedades de miscigenação, dentre elas podemos destacar ainda os mulatos, oriundos da mistura entre brancos e negros, que respondem por cerca de 24% da população.
Os caboclos respondem por aproximadamente 16% da população nacional, esses são oriundos da mistura entre brancos e indígenas. São encontrados especialmente no interior do país, onde se encontra a maioria dos grupos indígenas.
Temos ainda os cafuzos, mestiços oriundos da mistura entre negros e índios, dentre as variações de miscigenações ocorridas no Brasil, essa é a mais difícil de acontecer, tendo em vista que eles representam somente 3% da população. No país os cafuzos são encontrados especialmente na Amazônia, na região Centro-Oeste e Nordeste.

A situação dos grupos indígenas no Brasil:   Os índios brasileiros são identificados como Karajá, Kamayurá, Xavante entre outros. O termo “índio” foi dado pelos colonizadores no período de exploração do território que paralelamente disseminou essa população.
Atualmente, não há distinção entre os índios, apesar de cada tribo possuir suas particularidades, nesse contexto existe somente separação entre o índio e o homem branco. Existem controvérsias quanto ao número de índios que habitam o território brasileiro, isso sofre variações de acordo com quem desenvolve a pesquisa, por exemplo, o número de índios registrado pelo IBGE (Instituto Brasileira de Geografia e Estatística) é maior que o resultado obtido pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio), a última só considera aqueles que vivem em reservas.O maior percentual de índios é apresentado no Estado do Amazonas, além do nordeste e no Centro-Sul do país, especialmente no Mato Grosso do Sul.Os índios brasileiros não possuem uma cultura comum a todas as tribos e grupos indígenas. Nesse contexto, são reconhecidos no Brasil 215 grupos distintos e 180 línguas diferentes.
Os índios brasileiros se diferenciam também segundo o nível de contato com o homem “civilizado”, desses são identificados os que vivem isolados (praticamente não há contato com brancos), os integrados (falam português e trabalham em cidades), existem ainda aqueles que mantém um contato ocasional e outros permanentes.
Independente do grupo indígena, o mais importante é valorizar as culturas e os costumes típicos de um grupo étnico que corre sério risco de extinguir e não existir ninguém para testemunhar a existência de determinado grupo social. Se compararmos o número da população indígena do período que os colonizadores aqui chegaram com os números atuais vamos perceber claramente que houve praticamente um extermínio desse povo, a ocupação do território brasileiro se deu através da retirada dos indígenas que aqui já habitavam e durante séculos o homem, dito civilizado, promoveu uma verdadeira expulsão desse povo.
 Dentre muito motivos que ocasionaram a diminuição drástica da população indígena no Brasil podemos destacar a falta de reservas para sua sobrevivência, mortes ocasionadas por conflitos, além da proliferação de doenças típicas de homem branco, como gripe, sarampo, coqueluche e muitas outras que, por não possuir imunidade a essas doenças até então desconhecidas, os índios quase sempre não sobreviviam.
Porém, esse processo se estabilizou a partir da década de 80 e o crescimento dessa população atinge atualmente 10%, resultado superior à média nacional de crescimento demográfico.

Analfabetismo no Brasil: A taxa de analfabetismo corresponde à porcentagem da população com 15 anos de idade ou mais que não sabe ler e escrever. No Brasil, conforme o Censo 2010, a taxa de analfabetismo está em 9,6%, o que corresponde a 13,93 milhões de pessoas. Esse número ainda é alto. Na Argentina e no Uruguai essa taxa está em torno de 3%, Paraguai e Chile 5%, na China 7%, nos países da Europa em torno de 0 a 1%.

Aproximadamente 25% dos municípios brasileiros apresentam taxas de analfabetismo iguais ou superiores a 25%. A cidade que apresenta o maior número de analfabetos é João Dias (RN), com 38,9% de sua população. No Nordeste brasileiro, a situação é mais delicada. Nos municípios de até 50 mil habitantes, 28% das pessoas são analfabetas. O agravante é na região do semiárido nordestino, com 24,3% da população, o que representa 8% a menos em relação ao ano de 2000.
No Brasil, a faixa etária mais crítica é a dos idosos, que representam 39,2% do total de analfabetos. Entre os jovens, de 15 a 24 anos, a taxa de analfabetos é de 2,5%. Programas como EJA (Educação de Jovens e Adultos) ganharam muito importância nos últimos anos, justamente para sanar essa problemática apresentada. Analisando o analfabetismo por cor ou raça, verifica-se que pretos* e pardos continuam sendo a parcela da população mais afetada. Enquanto os brancos tiveram uma taxa de 5,9%, pretos e pardos tiveram taxa de 14,4% e 13,0%, respectivamente. A taxa de analfabetos de pessoas residentes em favelas também é mais elevada em relação aos habitantes de áreas urbanas regulares. As pessoas residentes de áreas subnormais têm uma taxa de 8,4%, o dobro em relação a pessoas moradoras de áreas urbanas regulares.

As cidades mais populosas do Brasil : O Brasil é o quinto maior país do mundo em extensão territorial, sua área é de 8.514.876 Km2. A divisão territorial brasileira foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estabelecendo 26 Estados e um Distrito Federal. Atualmente existem 5.565 municípios brasileiros, sendo que muitos apresentam grande importância histórica, cultural, econômica, ambiental e populacional. Até 2010, 15 cidades brasileiras apresentavam população superior a 1 milhão de habitantes, 5 localizadas na Região Sudeste, 2 na Região Sul, 4 na Região Nordeste, 2 na Região Norte e 2 na Região Centro-Oeste.Demografia brasileira: Baseado no último Censo (2010), podemos afirmar que o Brasil tem uma população urbana, jovem, com predominância de pessoas do sexo feminino. O IBGE estima que 84% da população brasileira resida em áreas urbanas, sendo que mais da metade tem idade entre 15 e 64 anos, existindo aproximadamente 96 homens para cada 100 mulheres no país. Além do mais, a população chegou aos incríveis 190 milhões de habitantes. Ressalta-se, porém, que apesar de a população ser jovem, os índices de envelhecimento aumentaram bastante.

população brasileira cresceu muito nos últimos anos, havendo uma “explosão demográfica”. Para se ter uma ideia, o contingente populacional atual é mais que o dobro de 40 anos atrás. O que explica tal explosão é o crescimento vegetativo ou natural, que é a diferença entre os índices das taxa de natalidade e mortalidade.No passado, as taxas de natalidade eram altas, o que contribuiu para que a atual população brasileira fosse jovem. Contudo, verificou-se que os índices de natalidade vêm diminuindo, contribuindo para uma mudança no perfil demográfico brasileiro. As pessoas de 0 a 14 anos, por exemplo, representavam 29% total da população em 2000, enquanto que em 2010 diminuiu para 24% do total.
Essa queda das taxas de natalidade pode ser explicada por dois fatores: 1) modo de vida urbano, onde os casais têm menos filhos do que no meio rural; 2) adoção de políticas públicas visando o planejamento familiar, tais como campanhas a favor do uso de preservativos e anticoncepcionais, como também a disponibilização gratuita de cirurgias de ligadura de trompas e vasectomia. As taxas de mortalidade no Brasil também diminuíram sensivelmente, o que significa melhoria da qualidade de vida da população.
Esses dois fatores, taxas de natalidade e mortalidade, além do aumento da população, contribuíram também para o seu envelhecimento. Há, atualmente, cerca de 14 milhões de idosos no país (7,5% da população), sendo que em 2000 eram apenas 9 milhões (5,9% da população).
Outros indicadores importantes para verificar o padrão demográfico brasileiro e melhoria de sua qualidade de vida são a Expectativa de vida, taxa de mortalidade infantil e grau de escolarização. A expectativa de vida do brasileiro é de 71,7 anos, e vem aumentando nos últimos anos. A taxa de mortalidade infantil do país ainda é considerada alta, de 26%, porém vem diminuindo nos últimos anos. Em relação ao grau de escolarização, 9,6% da população não sabe ler e escrever, um dado também relativamente alto, mas é 4% menor em relação ao ano de 2000.                                                                                                                     População atual do Brasil:   Conforme dados divulgados pelo último Censo Demográfico, realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 190.755.799 habitantes, sendo o quinto país mais populoso do mundo, atrás somente da China (1,3 bilhão de habitantes), Índia (1,2 bilhão de habitantes), Estados Unidos da América (317,6 milhões de habitantes) e Indonésia (232,5 milhões de habitantes).
Apesar de figurar entre os países mais populosos do mundo, o Brasil é pouco povoado, visto que sua densidade demográfica (população relativa) é de apenas 22,4 habitantes por quilômetro quadrado. Esse fato se deve à grande extensão territorial do país, característica que influencia diretamente na densidade demográfica, que é obtida através da divisão da quantidade de habitantes pela área total do país. A Região Norte, por exemplo, possui apenas 4,1 hab./km².                                                                                                       A população brasileira está distribuída nas Regiões da seguinte forma: Sudeste (80.364.410), Nordeste (53.081.950), Sul (27.386.891), Norte (15.864.454) e Centro-Oeste (14.058.094). Portanto, a Região Sudeste, apesar de ser a segunda menor em extensão territorial, é a que possui a maior quantidade de habitantes. A Região Norte, a maior em área, possui o segundo menor contingente populacional.
O IBGE é o órgão responsável pela contagem da população brasileira. Os dados são obtidos através de entrevistas domiciliares realizadas pelos recenseadores e, no censo de 2010, também foi possível responder um questionário pela internet. Essas informações são de fundamental importância para a elaboração de políticas públicas nas áreas da saúde, educação, segurança, entre outras.
Ano
População
1872
9.930.478
1880
14.333.915
1900
17.438.434
1920
30.635.605
1940
41.236.315
1950
51.944.397
1960
70.119.071
1970
93.139.037
1980
119.098.000
1991
147.305.524
2000
169.590.693
2010
190.755.799
Resultados dos Censos Demográficos 
O primeiro Censo Demográfico no Brasil foi realizado em 1872, totalizando 9.930.478 habitantes. Já em 1880, apenas oito anos após o primeiro censo, o contingente populacional brasileiro teve um aumento de 4.403.437 pessoas, passando para 14.333.915 habitantes. Outras contagens populacionais foram realizadas e, durante a década de 1970, com média de crescimento vegetativo superior a 2,5% ao ano, o país superou a marca de 100 milhões de pessoas.
O crescimento populacional brasileiro ocorreu de forma muito rápida. No ano de 1960, o Censo Demográfico contabilizou 70.119.071 habitantes. Sendo assim, em 50 anos (1960 a 2010) o país teve um aumento de 120.636.728 habitantes. Conforme estimativas do IBGE, a população nacional atingirá a marca de 260 milhões de pessoas até 2050, ou seja, um aumento populacional de quase 70 milhões de habitantes em relação aos 190.755.799 registrados no censo de 2010.

Urbanização Brasileira : O Brasil, até a década de 1960, era um país eminentemente agrícola, com 55,3% das pessoas morando na zona rural. Com o processo de modernização econômica brasileira e o seu projeto de integração nacional, na década de 1970 o país já tinha aproximadamente 55%% das pessoas morando nas cidades. Entende-se como urbanização o processo decorrente do crescimento maior da população urbana em relação à população rural. Um dos principais fatores que propulsionam a urbanização diz respeito à industrialização e, consequentemente, a divisão social do trabalho.

O modo de vida e o trabalho no campo são baseados na agricultura familiar e a produção de subsistência. A industrialização gera uma demanda de mão de obra e infraestrutura, como também desenvolve o comércio. No Brasil, tal fato rompeu com o isolamento dessas populações rurais, que passaram a procurar a cidade como meio de sobrevivência e perspectiva de melhores condições de vida. Entretanto, esse processo atingiu desigualmente o território brasileiro. Quando falamos que o Brasil se tornou urbano por volta da década de 1970 e 1980 é preciso ter em mente que estamos falando de todo o contingente populacional brasileiro. Analisando separadamente cada região geográfica aparecerão discrepâncias nessa urbanização. Tal discrepância tem raízes históricas na formação e integração do território.
A região sudeste foi a primeira a se urbanizar, na virada da década de 1950 para a de 1960. Os motivos são vários, tais como a industrialização em São Paulo; o Rio de Janeiro era o centro político-administrativo do país, até então; Minas Gerais, por ter sido a base da economia nacional com a mineração nos séculos passados. Isso acarretou um processo no Brasil inteiro: o êxodo rural em muitas regiões, principalmente no Nordeste, onde as pessoas passaram a migrar para o sudeste do país.
A região Sul se urbanizou no final da década de 1970, intensificando-se na década de 1980, em que a população urbana já era o dobro da população rural. Na região Centro-Oeste, com o advento da modernização agrícola, a urbanização ocorreu na década de 1980, em função do êxodo rural e migração de pessoas advindas do Sul. O Nordeste tornou-se urbano também na década de 1980, porém com as populações rural e urbana quase equitativas. A grande virada urbana ocorreu somente na década seguinte.  Na região Norte, a urbanização ocorreu, de fato, somente na década de 1990.

Fonte: IBGE, Censos Demográficos
Segundo o Censo 2010, realizado pelo IBGE, 84,4% da população brasileira reside no meio urbano. Em relação ao ano de 2000, houve um aumento de 3,2% nessa taxa. A região Sudeste é a mais urbanizada do Brasil, com um grau de urbanização de 92,9%. Depois, têm-se as regiões Centro-Oeste (88,8%), Sul (84,9%), Norte (73,5%) e Nordeste (73,1%). As Unidades da Federação com maiores taxas de urbanização são: Rio de Janeiro (96,7%), Distrito Federal (96,6%) e São Paulo (95,9%). Na contramão, os estados que apresentam as menores taxas são: Maranhão (63,1%), Piauí (65,8%) e Pará (68,5%). Portanto, ainda é visível essa urbanização desigual no território brasileiro.                                                                                                         O IDH dos estados brasileiros: A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), desenvolveu uma medida para estabelecer a qualidade de vida de uma determinada população (cidade, estado, país), que foi denominada Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Essa média varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximas de 1, maior o IDH de um local. Para se obter o IDH são analisados três aspectos:
- Escolaridade: média de anos de estudo da população adulta e expectativa da vida escolar.

- Renda: obtida através da Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, que avalia praticamente os mesmos aspectos que o PIB per capita (calculado com base na paridade de poder de compra dos habitantes), entretanto, a RNB também considera os recursos financeiros enviados do exterior.

- Nível de saúde: baseia-se na expectativa de vida da população.

O Brasil tem apresentado evoluções em todos os critérios analisados para o cálculo desse índice, e, conforme dados divulgados em novembro de 2010 pela ONU, o país detém alto IDH: 0,699, ocupando o 73° lugar no ranking mundial. Porém, ao estabelecer essa média em âmbito nacional, ocorre a homogeneização dos aspectos sociais de toda a população, desconsiderando as disparidades socioeconômicas no território brasileiro.
Ao analisarmos as médias de IDH dos estados do Brasil, ficam explícitas as diferenças sociais entre eles, com destaque para os elevados índices da Região Sul e os baixos IDHs dos estados nordestinos.
Obs.: Em novembro de 2010, a ONU, utilizando os novos critérios de cálculo, divulgou uma lista de IDH dos países. No entanto, esse novo método ainda não foi utilizado para os estados brasileiros. Sendo assim, o ranking nacional segue o modelo e dados divulgados em 2006 pelo Pnud:

1° Distrito Federal: 0,874.
2° Santa Catarina: 0,840.
3° São Paulo: 0,833.
4° Rio de Janeiro: 0,832.
5° Rio Grande do Sul: 0,832.
6° Paraná: 0,820.
7° Espírito Santo: 0,802.
8° Mato Grosso do Sul: 0,802.
9° Goiás: 0,800.
10° Minas Gerais: 0,800.
11° Mato Grosso: 0,796.
12° Amapá: 0,780.
13° Amazonas: 0,780.
14° Rondônia: 0,756.
15° Tocantins: 0,756.
16° Pará: 0,755.
17° Acre: 0,751.
18° Roraima: 0,750.
19° Bahia: 0,742.
20° Sergipe: 0,742.
21° Rio Grande do Norte: 0,738.
22° Ceará: 0,723.
23° Pernambuco: 0,718.
24° Paraíba: 0,718.
25° Piauí: 0,703.
26° Maranhão: 0,683.
27° Alagoas: 0,677.
Modernização e crescimento do Brasil: Durante o século XX, no campo econômico, o Brasil alcançou um bom índice de crescimento, se inseriu no grupo dos três países que mais alcançou níveis altos de ascensão, entre os anos de 1890 e 1980.

No ano de 1890, existiam restritas 50 nações independentes, e o Brasil não se colocava entre as vinte primeiras economias mundiais. Mais tarde, passados cem anos, em 1990 o mundo já apresentava outra configuração, agora com aproximadamente duzentas nações independentes, o Brasil também mudou o panorama de destaque diante do cenário mundial, ocupando a oitava economia com um dos maiores PNBs, era superado somente pelas nações potências, como Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e China.  No entanto, no final do século XX a economia brasileira deixou a condição de oitava economia, e nos primeiros anos do século XXI, foi superado por outras que apresentavam percentuais de crescimento maiores, isso se deve também ao baixo desempenho das atividades econômicas e sucessivas crises.
Apesar de perder o posto entre as principais economias do mundo, o Brasil conseguiu, durante esse período, ingressar no processo de modernização de uma forma acelerada e intensa. Na segunda metade do século XX presenciou um grande desenvolvimento industrial e, conseqüentemente, de urbanização que deu origem a um país razoavelmente moderno, de característica urbana, industrializado e de economia complexa, que coloca em evidência a diferença em relação ao país no século XIX, que tinha na produção de café e demais atividades rurais as fontes de receitas.                                                                                                                    As transformações e avanços ocorridos na economia e no sistema produtivo produziram reflexos também na ordem social, os serviços de infra-estrutura puderam ser oferecidos à população, proporcionando uma melhor qualidade de vida, dos quais se destacam o acesso à eletricidade, água tratada, acesso aos meios de comunicação em massa como o rádio, televisão, aumento na expectativa de vida e diminuição nas taxas de analfabetismo e mortalidade infantil.Salvo que as transformações foram acontecendo de forma isolada e parcial, pois o país apresenta dados desanimadores em relação às taxas de analfabetismo que ultrapassam os 15 milhões de pessoas com mais de 15 anos, índices raros em comparação com a maioria das nações, além disso, milhões de residências não contam com o serviço de esgoto e água tratada.

Diante das mudanças apresentadas podemos constatar que tais evoluções tiveram ligadas aos setores financeiros como a economia e a indústria, e o humano foi tratado com displicência, pois a camada de pobreza cresce assustadoramente, e acentua continuamente as desigualdades sociais no Brasil

Atividades econômicas: empregados, desempregados e inativos no Brasil: O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) realiza pesquisas sobre o panorama do emprego e atividades econômicas desempenhadas pela população, o resultado dessa pesquisa é obtido a partir de entrevistas, dessa forma o instituto considera como PEA (População Economicamente Ativa) todos aqueles que trabalham ou que estão à procura de emprego.O grupo de pessoas ocupadas é composto por trabalhadores inseridos no setor formal e informal.                                                                                                                                         O primeiro representa todas as pessoas que trabalham com vínculo empregatício (direitos trabalhistas como carteira de trabalho assinada, ordenado mensal, 13º salário, férias entre outros), além dos profissionais liberais, esses correspondem àqueles que atuam na prestação de serviços tais como advogado, economista entre outros. O segundo diz respeito ao conjunto de pessoas que atuam de forma autônoma e/ou informal, ou seja, subempregos que não tem vínculo empregatício mas que, no entanto, conseguem obter renda. É considerado trabalho informal: camelôs, diaristas, guardadores de carros, vendedores ambulantes, bóias-frias, artesãos, barraqueiros, etc. É bom destacar que o trabalho formal contribui para o sistema tributário, já o informal não colabora com o sistema.                                                                                                                                Os trabalhadores desempregados se enquadram no PEA, pois são enquadrados numa condição temporária, devido a sua participação no mercado de trabalho.
Quando a taxa de desemprego sofre aumentos, automaticamente é repassado aos valores dos salários pagos, que é diminuído, esse processo é decorrente da grande oferta de mão-de-obra disposta no mercado.
São considerados trabalhadores inativos aqueles que na semana da coleta dos dados do instituto de pesquisa não saíram em busca de trabalho, dessa forma quem não está à procura de trabalho é tido como inativo.
Nos países centrais a população considerada como ativa atinge cerca de 50%, em contrapartida nos países periféricos esse número é superior, uma vez que os jovens e os idosos têm necessidade de trabalhar para sobreviver, sendo que o primeiro ajuda no orçamento familiar e o segundo para acrescentar nos valores das aposentadorias.

Regiões Geoeconômicas do Brasil: Uma das várias regionalizações existentes sobre o território brasileiro é a regionalização geoeconômica, que divide o país em três grandes complexos regionais: o Centro-Sul, o Nordeste e a Amazônia. Essa divisão caracteriza-se por não considerar a divisão política entre estados ou municípios, obedecendo somente a critérios econômicos e sociais. Tal divisão é importante no sentindo de facilitar a compreensão acerca das relações de ligação e interdependência no território brasileiro. Em linhas gerais, as três grandes regiões dessa divisão atendem a determinadas características: o Nordeste é a região com mais problemas sociais, o Centro-Sul é a região mais industrializada e a Amazônia é o território onde se encontra a fronteira agrícola e de povoamento do país. Em termos de cronologia da ocupação do território, o complexo regional do Nordeste foi o primeiro do país a ser povoado pelos povos colonizadores. Em seguida, essa ocupação se entendeu ao Centro-Sul e, atualmente, encontra-se avançando pelo complexo da Amazônia.

Complexo regional Nordeste: O complexo regional do Nordeste ocupa 20% do território nacional e abriga cerca de 25% da população total. Essa região assistiu, a partir do final do século XIX, a um processo de emigração em massa para a região Centro-Sul do país. Entretanto, no início do século XXI, o que se percebe é um fluxo migratório em movimento oposto, o que representa uma espécie de “retorno” da população para o Nordeste. Essa região geoeconômica foi a primeira no país a ser povoada e já abrigou a primeira capital brasileira: Salvador. Com a expansão e industrialização do país concentrada na região centro-sul, a região nordestina passou a ser vista como uma região problema, em razão da má distribuição de renda e das condições precárias de parte da população. É importante lembrar, porém, que as condições de fome e miséria existem em todo o território brasileiro e não são exclusividades do Nordeste. Por se tratar de um complexo regional muito heterogêneo, o Nordeste é dividido em quatro principais sub-regiões: Zona da Mata, Agreste, Sertão e Meio Norte.
Complexo regional Centro-Sul: A região centro-sul do Brasil é a mais populosa, mais industrializada e considerada a mais desenvolvida do país. Ela possui uma área de aproximadamente 2,2 milhões de km², cerca de 70% da população e 78% do PIB brasileiro. Nesse complexo regional estão localizadas as duas megalópoles ou cidades globais, Rio de Janeiro e São Paulo. Essa região recebeu grandes quantidades de imigrantes provenientes do Nordeste ao longo do século XX. Apesar dos avanços e do desenvolvimento econômico, é nessa região que se encontram os maiores contrastes e a mais acentuada concentração de renda do país. Trata-se, portanto, de uma região extremamente heterogênea, possuindo uma economia tanto industrial quanto agrícola.
Complexo regional Amazônia:  É a maior das regiões geoeconômicas do país, com uma área que se aproxima a 5 milhões de km². É também a região menos industrializada e que apresenta as menores densidades demográficas do país. Em vários pontos dessa região encontram-se áreas denominadas como “vazios demográficos”, de modo que a maior parte da sua população se encontra nas duas principais cidades: Belém e Manaus. É no complexo regional da Amazônia que se encontra atualmente a fronteira agrícola do país. Por fronteira agrícola entende-se a porção do território em que os domínios naturais estão sendo substituídos pelo avanço da agricultura. É comum em muitas áreas dessa região a prática de crimes ambientais e conflitos pela posse da terra. Apesar da baixa dinâmica econômica e do baixo índice de industrialização, a região conta com dois importantes centros industriais, a saber: a Zona Franca de Manaus e o Polo Petroquímico da Petrobras. Destacam-se ainda as práticas da agropecuária, do extrativismo vegetal e da mineração.

continente AFRICANO_FISICO e HUMANO

CONTINENTE AFRICANO
ASPECTOS FISICOS,  ECONÔMICOS E SOCIAIS
A África é um  continente com, aproximadamente, 30,27 milhões de quilômetros quadrados de terras. Estas se localizam parte no hemisfério norte e parte no sul. Ao norte é banhado pelo mar Mediterrâneo; ao leste pelas águas do Oceano Índico e a oeste pelo Oceano Atlântico. O Sul do continente africano é banhado pelo encontro das águas destes dois oceanos.
África - Aspectos físicos
 A África está separada da Europa pelo mar Mediterrâneo e liga-se à Ásia na sua extremidade nordeste pelo istmo de Suez. No entanto, a África ocupa uma única placa tectônica, ao contrário da Europa que partilha com a Ásia a Placa Euro-asiática. Ao norte, é banhada pelo oceano Atlântico na sua costa ocidental e pelo oceano Índico do lado oriental.  
            Com a exceção da costa norte e dos montes Atlas, o território africano é um planalto vasto e ondulado, desfigurado por grandes bacias. Em geral, a altitude do continente aumenta de noroeste para sudeste. As faixas litorâneas baixas, com exceção da costa mediterrânea e da costa da Guiné, são estreitas e elevam-se bruscamente em direção ao planalto. A característica peculiar do planalto setentrional é o Saara, que se estende por mais de um quarto do território africano. Os planaltos central e meridional englobam várias depressões importantes, em especial a bacia do rio Congo e o deserto de Kalahari..
 As montanhas orientais, que constituem a parte mais alta do continente, se prolongam desde o mar Vermelho até o rio Zambeze. Ao sul do planalto etíope, erguem-se vários picos vulcânicos, como o monte Kilimanjaro, o Quênia e o Elgon. Um elemento topográfico característico é o Rift Valley. A oeste, fica a cordilheira Ruwenzori. Há poucos rios na África, mas grandes e extensos como o Rio Nilo com mais de 6.500 km de extensão. Existem também o Rio Niger, Rio Congo ou Rio Zaire, Rio Zambeze, Rio Orange e outros.
Relevo: O relevo africano se caracteriza pelo predomínio de imensos tabuleiros (planaltos pouco elevados) e considerável altitude média – cerca de 750 metros. As regiões central e norte são ocupadas, em sua totalidade, por planaltos intensamente erodidos, constituídos de rochas muito antigas e limitados por grandes escarpamentos. Há 200 milhões de anos a África fazia parte, juntamente com a América do Sul, do supercontinente de Gondwana. A separação formou o oceano Atlântico e isolou os dois continentes, que ainda têm algumas semelhanças de estrutura geológica e formas de relevo.
            O norte predomina área planáltica, ampla e desértica – o Saara – que se estende do oceano Atlântico ao mar Vermelho. No nordeste do deserto encontra-se a Cadeia do Atlas, que ocupa a região norte do Marrocos, da Argélia e da Tunísia. Sua formação recente apresenta montanhas cujos picos chegam a atingir 4.000 metros de altura; nesta região, o subsolo apresenta significativas reservas de petróleo, gás natural, ferro, urânio e fosfato, além de representar grande importância para a geografia local, pois ela barra os ventos úmidos, favorecendo a formação de rios temporários.
            No leste encontra-se uma de suas características físicas mais marcantes: uma falha geológica estendendo-se de norte a sul, o Grande Vale do Rift, uma fenda tectônica em que se sucedem montanhas, algumas de origem vulcânica e grandes depressões. Nessa região se localizam os maiores lagos do continente, circundados por altas montanhas, como o o Quilimanjaro (5.895 m) e o monte Quênia (5.199 m). O Rift Valley é um fenômeno geológico que ocorreu há milhões de anos atrás, quando as placas tectônicas  da África e da Arábia no continente asiático, afastaram-se uma da outra formando uma grande falha geológica. A extensão do Rift Valley é de cerca de 6.500 quilômetros.
É exatamente nesta região do Oriente Médio que se encontra o ponto mais baixo da Terra, o mar Morto , com uma altitude de 400 metros negativos - abaixo do nível do mar. Essa falha  geológica chamada de Rift Valley,  se estende desde Moçambique no sudeste da África, corta o mar Vermelho, passa pelo vale do rio Jordão no limite entre Israel e Jordânia e chega ao planalto da Anatólia norte da Síria.


CLIMA
Podem-se distinguir sete zonas climáticas e de vegetação. No centro do continente e na costa oriental de Madagascar, o clima e a vegetação são tropicais. O clima da costa de Guiné assemelha-se ao clima equatorial, mas tem apenas uma estação de chuvas. No norte e no sul, o clima próprio de floresta tropical é substituído por uma zona de clima tropical de savana que envolve um-quinto da África. Longe do equador, ao norte e ao sul, a zona do clima de savana transforma-se em uma zona de estepe seca. As zonas das extremidades noroeste e sudoeste são de clima mediterrâneo. Nos planaltos elevados da África meridional, o clima é temperado. A África tem uma área de clima árido, ou desértico, maior do que em qualquer outro continente, com exceção da Austrália.
 O clima do continente é bastante diversificado, sendo determinado principalmente pela conjunção de dois fatores: as baixas altitudes e a predominância de baixas latitudes. Distinguem-se na África os climas equatorial, tropical, desértico e mediterrâneo. As médias térmicas mantêm-se elevadas durante o ano todo, exceto nos extremos norte e sul e nos picos das montanhas mais altas. A linha do Equador divide a África em duas partes distintas: o Norte é bastante extenso no sentido leste-oeste; o Sul, mais estreito, afunila-se onde as águas do Índico se encontram com as do Atlântico. Quase três quartos do continente estão situados na zona intertropical da Terra, apresentando, por isso, altas temperaturas com pequenas variações anuais.
Hidrografia
Sendo as regiões norte e sul praticamente tomadas por desertos, a África possui relativamente poucos rios. Alguns deles são muito extensos e volumosos, por estarem localizados em regiões tropicais e equatoriais; outros atravessam áreas desérticas, tornando a vida possível ao longo de suas margens.
A maior importância cabe ao rio Nilo, o segundo mais extenso do mundo, cujo comprimento é superior a 6.500 km. Nasce nas proximidades do Lago Vitória, percorre o nordeste africano e deságua no mar Mediterrâneo na forma de um delta de 20 mil Km2, onde se situa uma das mais importantes áreas agrícolas do continente.
Além do Nilo, há outros rios importantes para a África, como o Congo, um rio da zona equatorial, com grande volume de água e elevado potencial hidrelétrico. Após percorrer 4.400 km, desemboca no Atlântico, com a segunda maior vazão do mundo. Quanto aos lagos, a África possui alguns mais extensos e profundos, de origem tectônica e vulcânica; a maioria situada no leste do continente, como o Vitória, terceiro maior do mundo, com quase 70 mil m2

VEGETAÇÃO
A vegetação africana é um reflexo do clima, uma vez que as paisagens se organizam e se distribuem pelo espaço geográfico de forma muito parecida com os tipos climáticos. Na porção equatorial, onde as chuvas são abundantes o ano inteiro, há florestas densas, diversificadas e sempre verdes – a vegetação dominante 
  é a floresta equatorial. À medida que avançam para regiões mais secas, ao norte e ao sul, essas florestas vão perdendo a densidade e se transformam em savanas – que constituem o tipo de vegetação mais abundante no continente.
As estepes aparecem entre as savanas e os desertos e à medida que alcançam áreas mais secas, tornam-se progressivamente mais ralas, até se transformarem em regiões desérticas. Nos desertos, pode, eventualmente haver oásis, onde se desenvolvem tamareiras, arbustos e gramíneas. Finalmente, nos extremos do continente há maquis e garrigues, conhecidos como vegetação mediterrânea.


ASPECTOS HUMANOS E ECONOMIA - ÁFRICA
A África é muito rica em recursos minerais. Possui a maioria dos minerais conhecidos, muitos deles em quantidades notáveis. Tem grandes jazidas de carvão, reservas de petróleo e de gás natural, bem como reservas de ouro, diamantes, cobre, bauxita, manganês, níquel, rádio, germânio, lítio, titânio e fosfato.
As fronteiras na África foram determinadas entre os séculos 15 e 16, com a colonização européia. Como cada país europeu conquistou regiões diferentes, então as fronteiras respeitaram essa divisão. Como, no entanto, a marcação territorial não respeitou a distribuição dos povos que já viviam ali, alguns deles foram divididos em diferentes países ou, em alguns casos, grupos inimigos ficaram sob o mesmo governo. Não dá para dizer que todos os problemas que existem na África até hoje, como briga entre povos e, consequentemente, os milhões de refugiados, sejam consequência dessas fronteiras artificiais impostas, mas certamente isso teve um papel muito importante“.  A colonização ocorreu entre 1880 e 1910 .Antes da chegada deles, o que existia eram sociedades tribais organizadas, e não estados nacionais. A África não foi o único continente onde esse tipo de imposição aconteceu. Na América Latina como um todo, incluindo o Brasil, sabe-se que os povos que não foram dizimados pelos colonizadores tiveram que viver segundo a organização imposta pelos estrangeiros. "Na África não houve esse processo de destruição das populações, porque os europeus viam os africanos como mercadoria do tráfico de escravos".
A África hoje é composta por 54 países independentes e uma riqueza inumerável de idiomas, bem como de etnias, algumas, infelizmente, ainda
Economia da África
 A África é o continente mais pobre do mundo. Cerca de 1/3 dos habitantes da África vivem com menos de 1 dólar ao dia, abaixo do nível da pobreza definido pelo Banco Mundial. O avanço de epidemias, o agravamento da miséria e os conflitos armados levam esta região a um verdadeiro caos.. O atraso econômico e a ausência de uma sociedade de consumo em larga escala, colocam o mercado africano em segundo plano no mundo globalizado. O PIB total da África é de apenas 1% do PIB mundial e o continente participa de apenas 2% das transações comerciais que acontecem  no mundo.

Apesar da independência política, isto não representou uma independência econômica, onde muitos dos países africanos possuem imensos recursos naturais, mas a maioria dos seus habitantes carecem do mínimo para sua sobrevivência.









Em sua maioria, os africanos são tradicionalmente agricultores e pastores. A colonização européia aumentou a demanda externa de determinados produtos agrícolas e minerais. Para atendê-la, construíram-se sistemas de comunicação, introduziram-se cultivos e tecnologia europeus e desenvolveu-se um sistema de economia de intercâmbio comercial, que continua coexistindo com a economia de subsistência. A mineração representa a maior receita dentre os produtos exportados. As indústrias de extração mineral são o setor mais desenvolvido em boa parte da economia africana. Além disso, Serra Leoa tem a maior reserva conhecida de titânio. A nação mais industrializada do continente é a África do Sul, que alcançou relativa estabilidade política e desenvolvimento, possuindo sozinha 1/5 do PIB de toda a África. Porém, também já foram implantados notáveis centros industriais no Zimbábue, no Egito e na Argélia. O principal bloco econômico é o SADC( A Comunidade da África Meridional para o Desenvolvimento) formado por 14 países, que se firma como o pólo mais promissor do continente.
             A maior parte da África vive em situação de subdesenvolvimento e pobreza, por várias causas: condições climáticas de extrema aridez ou umidade, pobreza dos solos, técnicas tradicionais, má administração e uma infra-estrutura econômica herdada do colonialismo. A agricultura e a criação de gado são as atividades mais importantes, embora, à exceção das grandes plantações controladas por proprietários locais ou por empresas estrangeiras, a renda seja escassa e a produção de subsistencia da população. Nas zonas de clima mediterrâneo pratica-se a característica agricultura de cereais, oliveiras, videiras, As grandes plantações tropicais de cacau, café, chá, seringueiras, dendê, algodão, banana e cana-de-açúcar ocupam amplas zonas nas franjas tropicais do continente, alternando-se com pequenas lavouras nativas de cereais (painço e sorgo), algodão e hortaliças e com a criação de gado bovino e ovino, de baixo rendimento. As plantações se estendem também pela zona equatorial, com um tipo de agricultura itinerante de tubérculos (mandioca, batata, inhame), praticada com técnicas rudimentares em solos muito pobres. Na agricultura africana em geral, predomina o cultivo em pequenas propriedades com o uso de técnicas rudimentares. O resultado é uma agricultura de subsistência, limitada ás necessidades familiares básica. A agricultura na África Subsaariana é levada aefeito sob duas formas básicas: a de subsistênciae a plantations(Introduzidas nos tempos coloniais
            A maior riqueza da África são os recursos minerais, explorados sobretudo na República da África do Sul (ouro, diamantes, urânio, vanádio, níquel etc.) e no planalto de Katanga, no Zaire (cobre, zinco, chumbo, estanho), o que favoreceu um importante desenvolvimento industrial nessas regiões. Outros abundantes recursos do subsolo africano são o ferro, a bauxita, o manganês e o cobalto. O Saara possui grandes reservas de fosfatos, petróleo e gás natural. O continente é pobre em jazidas de carvão, mas o enorme potencial hidrelétrico de seus rios e lagos constitui importante fonte de energia, capaz de impulsionar o desenvolvimento industrial; as principais represas são as de Assuã, no rio Nilo (Egito), e outras.          A indústria só está desenvolvida na África do Sul, o país mais rico do continente (siderurgia, têxteis, produtos alimentícios), no Zimbábue e em alguns países árabes. Zaire e Zâmbia têm algumas indústrias de mineração
            Economia: mesmo com grandes reservas minerais, a África encontra obstáculos para gerar riquezas. Justamente por serem exportadores apenas de gêneros alimentícios e minerais, os países africanos são vulneráveis à variação internacional de preços (em momentos de preços baixos, falta dinheiro e há endividamento e crise financeira no continente). Os recursos minerais africanos (como petróleo e diamantes) são dominados por poucos, que comumente os usam para financiar guerras civis e não para o desenvolvimento socioeconômico.              Em 2009, a pirataria reapareceu no Chifre da África (onde está a Somália). Muitos navios cargueiros foram sequestrados, originando pedidos milionários de resgate. Com a completa falência do governo somali, os clãs locais se viram livres para tomar as atitudes que bem entendessem. Assim, em uma típica região deflagrada africana (devastada pela guerra, sem indústrias e carente de infraestrutura agrícola), a alternativa lucrativa encontrada foi a pirataria.
A África possui um dos mais ricos subsolos do mundo, com 30% das reservas mundiais de recursos minerais. Entre os minerais, destacam-se: ouro (África do Sul,Zimbábue Gana); diamante (República Democrática do Congo, Botsuana e África do Sul); cobre (Zâmbia e República Democrática do Congo); manganês (Gabão e África do Sul); urânio (produz 35% do total mundial); platina (90% das reservas mundiais estão na África); titânio (75% das reservas mundiais); petróleo (Líbia, Argélia, Nigéria, Angola e Gabão), gás natural (Nigéria, Gabão, Líbia, Argélia e Egito), antimônio (África do Sul), fosfato (Marrocos) e carvão (África do Sul).
Indústria e transportes
            A indústria africana é uma das mais pobres do mundo; sua participação na economia do continente se limita a cerca de 26% do PIB. O setor que mais se destaca é o ligado à mineração. Mesmo a grande variedade de matérias-primas, sobretudo minerais, que poderia ser utilizada para promover a indústria africana, é destinada basicamente ao mercado externo.  As poucas cidades que apresentam algumas indústrias estão quase sempre no litoral.             As indústrias têxteis e alimentícias, voltadas para o mercado interno, encontram-se em todos os países do continente, enquanto na África do Sul, no Egito e na República Democrática do Congo estão instaladas as principais indústrias de base (siderúrgicas, metalúrgicas, usinas hidrelétricas etc.). Essa circunstância justifica o fato de a África do Sul e o Egito serem os países mais industrializados do continente. O sistema de transportes, bastante precário, constitui um entrave ao desenvolvimento industrial. A África ainda não possui uma rede rodoviária e ferroviária que interligue eficazmente suas regiões.              A União Africana pretende impulsionar a economia. O objetivo é atrair investimentos estrangeiros que tragam o crescimento em troca da adoção de políticas fiscais rigorosas pelos países. A iniciativa tem o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Nos últimos anos têm aumentado os investimentos do governo chinês no continente.
O governo financia projetos de infraestrutura, como estradas de ferro e oleodutos. Entre os produtos pelos quais tem interesse estão o petróleo da Angola e a platina do  Zimbábue.
            O setor industrial é muito limitado. Faltam capitais, tecnologia, mão-deobra especializada, uma melhor rede de transportes e mercado consumidor pois o nível de renda da população é muito baixo. A maior parte dos países africanos é dependente da importação de produtos industrializados. Na maioria dos casos de industrialização ainda em estágio inicial, são encontrados setores industriais muito simples como o têxtil, produtos comestíveis, produtos de borracha, objetos de madeira, beneficiamento agrícola e aquela que está ligada ao setor de mineração. Fatores que provocam deficiências no setor industrial falta de capital reduzido desenvolvimento tecnológico falta de mão-de-obra qualificada rede de transportes precária mercado consumidor restrito Mais uma vez o destaque é a África do Sul que apresenta um parque industrial diversificado nos setores de bens de consumo e de base. É uma importante região econômica o Transvaal onde se localizam Johanesburgo e Pretória. Secundariamente podemos lembrar do Egito e da Nigéria.
            Resumindo a economia da África... Características gerais: base primária exportadora (minérios e produtos agrícolas) influência do colonizador europeu modo de vida tradicional alterado pecuária nômade em áreas desérticas agricultura de plantation dependência de capitais e tecnologia reduzida industrialização
POPULAÇÃO O continente africano possui quase 900 milhões de habitantes, cerca de 14% da população mundial - a maior taxa de crescimento demográfico: 2,3% ao ano, no período entre 2005 e 2010, de acordo com o Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP) e registra taxas anuais de natalidade de 4,0% e de mortalidade em 2,0%. A distribuição da população pelo espaço do continente é muito irregular. O vale do Nilo, por exemplo, possui densidade demográfica de 500 habitantes por quilômetro quadrado, enquanto os desertos e as florestas são praticamente despovoados. Outros pontos de alta densidade são o Golfo da Guiné, as áreas férteis em torno do Lago Vitória e alguns trechos nos extremos norte e sul do continente. As regiões das savanas, de maneira geral, são áreas de densidades demográficas médias. Os países mais populosos são: Nigéria, Egito, Etiópia, República do Congo, África do Sul, Tanzânia e Sudão.
            A distribuição da população pelo espaço do continente é muito irregular. O vale do Nilo, por exemplo, possui densidade demográfica de 500 habitantes por quilometro quadrado, enquanto os desertos e as florestas são praticamente despovoados. Outros pontos de alta densidade são o Golfo da Guiné, as áreas férteis em torno do Lago Vitória e alguns trechos nos extremos norte e sul do continente. As regiões das savanas, de maneira geral, são áreas de densidades demográficas médias. Os países mais populosos são: Nigéria, Egito, Etiópia, Republica do Congo, África do Sul, Tanzânia e Sudão.  Vale lembrar que muitos dados relativos à população africana são estimados, pois os obstáculos apresentados pelo meio natural e o subdesenvolvimento que caracteriza o continente tornam quase impossível recensear todos os habitantes do território africano, muitos dos quais vivem em tribos inteiramente isoladas do mundo moderno.  Poucos países africanos apresentam população urbana numericamente superior à rural; entre os que se enquadram nesse caso estão Argélia, Líbia e Tunísia. A quase totalidade dos países africanos exibe características típicas do subdesenvolvimento: elevadas taxas de natalidade e de mortalidade, com expectativa de vida muito baixa. Na maior parte do continente, mais da metade dos trabalhadores está na zona rural. Esse elevado número de trabalhadores no campo indica a importância da economia rural para a população do continente e comprova que as formas de produção são simples e quase sem o uso de mecanização e tecnologia.
A cidade de Lagos tem a maior população da Nigéria, cerca de 8 milhões de habitantes, e é a cidade que mais cresce no continente africano

Organização social
            Grande parte da população africana é estruturada em clãs (primeira forma de organização social) e tribos (forma de organização social posterior aos clãs). O isolamento em que vivem explica a conservação de suas particularidades culturais. Verifica-se o predomínio das religiões nativas nos países ao sul do Saara e do islamismo nas nações do norte. Há ainda importantes centros cristãos, como a Etiópia (uma das nações cristãs mais antigas do mundo) e outros decorrentes da colonização europeia. Maior parte da população africana é constituída por diferentes povos negros, mas há expressiva quantidade de brancos, que vivem principalmente na porção setentrional do continente, ao norte do deserto do Saara - por isso mesmo denominada África Branca. São principalmente árabes, egípcios e bérberes, entre os quais se incluem os etíopes e os tuaregues; aparecem ainda, embora em menor quantidade, judeus e descendentes de europeus. Estes últimos estão presentes também, na África do Sul e são em sua maioria originários das Ilhas Britânicas e dos Países Baixos.
Ao sul do Saara temos a chamada África Negra, povoada por grande variedade de grupos negróides que se diferenciam entre si principalmente pelo aspecto físico, mas também por diferenças culturais, como as religiões que professam e a grande diversidade de línguas que falam. Os grupos mais importantes são: sudaneses, bantos, nilóticos, pigmeus, bosquímanos. A África subsaariana é a região mais pobre do planeta, com os piores indicadores socioeconômicos conhecidos. Poucos países africanos se enquadram no grupo médio de desenvolvimento humano, como é o caso da Líbia. Quase todos os países do continente estão no grupo de baixo desenvolvimento humano. Os problemas sociais do continente têm se agravado nos últimos anos com a ocorrência de conflitos e guerras, que causam a morte de milhões de pessoas e desorganizam ainda mais a economia.
Informações importantes sobre o Continente Africano: 
- A África é o segundo continente mais populoso do mundo (fica atrás somente da Ásia). Possui, aproximadamente, 820 milhões de habitantes (estimativa 2011).
- É um continente basicamente agrário, pois cerca de 63% da população habitam o meio rural, enquanto somente 37 % moram em cidades.
- No geral, é um continente pobre e subdesenvolvido, apresentando baixos índices de desenvolvimento econômico. A renda per capita, por exemplo, é de, aproximadamente, US$ 850,00. O PIB (Produto Interno Bruto) corresponde a apenas 1% do PIB mundial. Grande parte dos países possui parques industriais pouco desenvolvidos, enquanto outros nem se quer são industrializados, vivendo basicamente da agricultura.
- O principal bloco econômico africano é o SADC formado por 15 países: África do Sul, Angola, Botswana, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagascar, Malaui, Maurícia, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Seychelles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue.
- Além da agricultura, destaca-se a exploração de recursos minerais como, por exemplo, ouro e diamante. Esta exploração gera pouca renda para os países, pois é feita por empresas multinacionais estrangeiras, principalmente da Europa.
- Os países africanos que possuem um nível de desenvolvimento um pouco melhor do que a média do continente são: África do Sul, Egito, Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia.
-          Os principais problemas africanos são: fome, epidemias (a AIDS é a principal) e os conflitos étnicos armados (alguns países vivem em processo de guerra civil).
-          - As religiões mais presentes no continente são: muçulmana (cerca de 40%) e católica romana (15%). Existem também seguidores de diversos cultos africanos.
- As línguas mais faladas no continente são: inglês, francês, árabe, português e as línguas africanas.
A África esquartejada
            Quando olhamos para o mapa-múndi, notamos que o continente africano ocupa uma posição singular: atravessado pelo meridiano de Greenwich e pela linha do Equador, surge como o centro do mundo. Aparente berço da humanidade, a África, tal qual uma mãe, tem de purgar silenciosamente todos os desmandos do "Homo superior".  Fornecedora da mão-de-obra que enriqueceu a Europa, paradoxalmente foi esquartejada na Conferência de Berlim (1884-85): constituiu-se em 53 países separados por fronteiras artificiais, com incontáveis grupos etno-culturais que tiveram sua coexistência, nem sempre pacífica, e seus modos de vida destruídos em nome do progresso.                                                  Não bastasse o quadro natural adverso (1/3 de áreas desérticas e em expansão e florestas impenetráveis), a África é vítima do seu passado: possui o pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e o maior IPH (Índice de Pobreza Humana) do mundo, ou seja, o menor PIB per capita, a menor taxa de urbanização, as maiores taxas de analfabetismo, de subnutrição, de natalidade, de mortalidade, de mortalidade infantil e de crescimento demográfico). Além disso, convive com as doenças e a fome (na Somália, na Etiópia e no Sudão) e as guerras civis em Angola, Serra Leoa, Burundi, Ruanda e na República Democrática do Congo (ex-Zaire) e de fronteira (Chifre da África).                                                                        Sua economia, primário-exportadora, assegura o desenvolvimento, ainda que reduzido, de poucos países (Líbia, Egito, Marrocos, Tunísia, Zimbábue e África do Sul).
A maioria das nações vive da economia de subsistência, da plantation, quando não adoece ou passa fome. Por ter mercado consumidor escasso, a África não pode participar do mundo globalizado, para o qual, não passa do lar de Tarzan e merece ser castigada, pois ou sou sonhar com a liberdade após a "civilizada" 2ª Guerra Mundial.
Seu lugar é apenas nos mapas.  Não bastasse isso, há duas décadas, a África da fome, das guerras e dos refugiados morre lentamente, vítima da AIDS. Mais de 23 milhões de casos numa população de 760 milhões de pessoas.  Nos 16 países em que mais de 10% da população está infectada (36% em Botsuana, 25% no Zimbábue e na Suazilândia, 20% na África do Sul e em Zâmbia), o HIV matará cerca de 80% dos adultos. A malthusiana omissão mundial é tão inquietante quanto a cínica "solidariedaids". A sensação de que a humanidade é matricida é desoladora.






DICAS  - ASPECTOS SOCIOECONOMICOS

CARACTERISTICAS AFRICA DO SUL: Seu interior é formado por um platô de mais de 900 metros de altitude, drenado pelos rios Orange e Limpopo. Em torno do platô existe uma acentuada escarpa, abaixo da qual o terreno desce para o mar em desnível. A agricultura é limitada pelo solo pobre, mas ovinos e bovinos são criados extensivamente nos campos. Vinho é um importante produto de exportação. É rica em minerais: diamantes, ouro, platina, prata, urânio, cobre, manganês e asbesto são extraídos. Identifique o país de que se fala. 


A região assinalada no mapa possui algumas características que se destacam:
- É seca, em virtude da presença da Corrente fria de Benguela, que determina precipitações no oceano.
-  Possui importantes recursos minerais: o urânio (a maior mina a céu aberto do mundo) e os diamantes.
-  Foi uma colônia alemã, depois por muito tempo ocupada ilegalmente pela África do sul.
-  Na passagem da década 80-90, a Namíbia tornou-se finalmente, graças à ação da S.W.A.P.O., um país independente.           



A região identificada no mapa, marcada por conflitos geopolíticos, especialmente os de origem étnica, é conhecida como:  Chifre da África.

 Caracteristica da região do  Magreb, na Africa: situado ao noroeste do continente, possui clima mediterrâneo e se destaca pela população branca de origem árabe e o predomínio da agricultura.


A área hachurada corresponde aos países da África subsaariana, que estão entre os mais pobres do planeta, apresentando baixos índices de desenvolvimento humano.

As comunidades que vivem na área que se estende no sentido leste-oeste ao sul do Trópico de Câncer, na África, são atingidas por grandes tragédias ligadas à pobreza e subnutrição. A desertificação dessa área está avançando no sentido sul do continente, causada principalmente pela má utilização do solo. A ajuda internacional tem sido imprescindível para amenizar o sofrimento dos povos. Esta paisagem a que o texto se refere é conhecida como a Região do Sahel.

Alguns aspectos  geoeconômicos do continente africano merecem destaque:
-  A África é um continente que apresenta extremos clima botânicos, pois ali são encontrados desertos
e paisagens equatoriais úmidas.
- Apesar de sua grande extensão, as terras africanas são de origem geológica recente; fato que
impossibilitou o aparecimento de movimentos tectônicos.
- com grande população que representa 40% da população mundial, praticamente todos os países
africanos já estão na fase final da transição demográfica.                       
 - o subsolo africano é rico e dele se extraem grandes quantidades de minerais metálicos e não metálicos,
petróleo e diamantes.
-  O atraso econômico e a pobreza generalizada de grande parte da população colocam o continente à
margem do processo de globalização.




A região em destaque na Africa corresponde a região  do Maghreb, possuindo uma expressiva produção de petróleo.